Sobre a relação aluno/professor

Não é de hoje que a vontade de aprender ou não é estritamente relacionado ao professor: alunos que gostam do professor, via de regra, também começam a gostar da matéria, neste ponto de vista podemos pensar: e os que não gostam do professor?
As relações aluno/professor a muito deixaram de ser estritamente educacionais formais e partiram para o campo subjetivo, onde muitas vezes o papel de professor se confunde com o papel de pai de mãe.Não reclamo pois do papel de educador, pois este sim é intrínseco á entidade escolar, mas carinho, afeto, amor e limites são fatores que deveriam transpor as barreiras escolares, fato que não ocorre.
Conversando com alunos de ensino fundamental é visível esta confusão entre os papéis e as consequências que esta pode gerar é incrível!!! Um aluno normalmente deixa de estudar e vai mal com um professor e vai muito bem com outro. Questionei outros professores sobre este resultado e estes me falaram que é normal alunos não gostarem de você e não separarem isto do contexto escolar, concordo que nem Jesus agradou a todos, mas eu como educador deveria ser o foco do aluno no seu próprio processo de aprendizado?
Outro problema é o afeto excessivo por parte dos professores que leva a revolta quando ocorre uma nota ruim, e a matéria deixa de ser estudada pois o aluno crê que haja uma perseguição do professor para com ele.
Logo, o afeto é um fato no processo educacional, mas este não deve ser o foco do processo de aprendizado, nós educadores, deveríamos nos posicionar de forma ao aluno compreender que existem coisas diferentes e que nós, apesar de representarmos os pesquisadores de certa disciplina não o importante, mas sim que eles, e eles devem ser protagonistas de seu processo de aprendizado.

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